domingo, 15 de março de 2015

Voo Korean Air Lines 902

Voo Korean Air Lines 902, conhecido também como KAL 902 ou KE902, era um avião civil coreano que foi derrubado por jatos interceptadores soviéticos em 20 de Abril de 1978 próximo de Murmansk, depois de ter entrado no espaço aéreo soviético e não ter respondido aos interceptadores.
Dois passageiros morreram no incidente. 107 passageiros e tripulantes sobreviveram depois do avião ter feito um pouso de emergência em um lago congelado.
Boeing 707 (inscrição HL7429), piloted por Kim Chang Ky, a oeste de ParisFrança em um curso paraAnchorageAlasca onde reabasteceria e procederia para SeulCoréia do Sul. O avião voou muito ao norte na qual o Alerta de Estação das Forças Canadenses, localizado a 400 milhas (640 km) do Pólo Norte os avisou. Então eles corrigiram seu curso, enquanto voavam em direção ao sul; não para Anchorage localizado às 149°53'W, mas na direção oposta para Murmansk às 33°5'E (?). A aeronave não era provida com um sistema de navegação inercial e os pilotos não notaram a posição do sol, quase 180 graus fora donde deveria ter sido. De acordo com a explicação coreana oficial os pilotos nos cálculos de navegação deles usaram o sinal errado de declinação magnética ao converter entre títulos magnéticos e verdadeiros. Isto causou o avião para voar em um arco de direito-torneamento enorme que eventualmente causou a aeronave para voar ao norte de Grã Bretanha para a Islândia, mas foi à Escandinávia e ao Mar de Barents em espaço aéreo soviético. Sukhoi Su-15 'Flagon' foram chamados depois do avião ser identificado como um avião norte-americano militar (RC-135, uma aeronave que compartilha ascendência comum com os 707, como muitos outros aviões de exército norte-americanos).
De acordo com relatórios soviéticos, o intruso ignorou comandos repetidamente para seguir os interceptadores. O piloto do Su-15 Capitão A. Bosov foi ordenado para derrubá-lo depois de tentar convencer os superiores dele no chão que a aeronave não era uma ameaça militar. Ele lançou um único míssil que causou dano pesado em parte da asa esquerda e perfurou a fuselagem, causando descompressão rapidamente e matando dois dos 97 passageiros. Depois do míssil o Vôo KAL 902 ainda pôde continuar voando. Às 23:05, 40 minutos depois do míssil ter atingido a aeronave, estava finalmente forçado por outro SU-15TM (pilotado por Anatoly Kerefov) a pousar no lago congelado de Korpijärvi, 250 milhas ao sul de Murmansk e 20 milhas da fronteira com a Finlândia. Os 107 sobreviventes foram salvados através de helicópteros russos.
Os passageiros foram libertados depois de 2 dias, enquanto a tripulação foi segurada para investigação e libertou depois que eles fizessem uma desculpa formal. Os pilotos coreanos reconheceram que eles deliberadamente não obedeceram os comandos do interceptadores soviéticos. A URSS enviou à Coréia do Suluma fatura de $100,000 para despesas de manutenção. Os passageiros voaram em um Boeing 727 da Pan Amde Murmansk para HelsinkiFinlândia de qual outro vôo em um Boeing 707 da Korean Airlines os levou paraSeul.
Cinco anos depois, em 1 de setembro de 1983, os soviéticos derrubariam o Vôo KAL 007.

Voo TAP Portugal 425

A 19 de Novembro de 1977 às 21:48h, o voo TP425, proveniente de Bruxelas com 156 passageiros e 8 tripulantes a bordo, operado pelo Boeing 727-200 “Sacadura Cabral” (registo CS-TBR) com capacidade para 189 passageiros, fazia-se à pista do Aeroporto de Santa Catarina sob chuva intensa pela terceira vez naquele dia.
Devido às condições meteorológicas adversas e de duas tentativas de aterragem falhadas, o comandante João Costa dispunha agora da sua última oportunidade, caso contrário o voo teria que divergir para o Aeroporto de Las Palmas de Gran Canária.
Essa última oportunidade revelou-se fatal, já que o avião aterrou muito para além do normal na curta pista do aeroporto, deslizou pelas águas acumuladas devido à chuva intensa, saiu da pista e caiu em cima de uma ponte, uns metros mais abaixo. Com o impacto o avião partiu-se em dois, tendo ficado uma das partes em cima da ponte e a outra parte, que foi consumida pelas chamas, um pouco mais abaixo, na praia.
Este acidente vitimou 6 dos 8 tripulantes e 125 do total de 156 passageiros que estavam a bordo. No dia seguinte a cauda do avião foi pintada, ocultando assim o logótipo da companhia para evitar que o acidente desse origem a uma má imagem da companhia.
Após este acidente, o único com vítimas mortais da companhia TAP, a pista foi aumentada duas vezes e actualmente possui 2781 metros de comprimento, alguns deles conseguidos através de pilares construídos sobre o mar, num projecto cujo autor é o engenheiro António Segadães Tavares premiado mundialmente graças a essa obra de grande mestria, que reviu e adaptou um projecto do engenheiro Edgar Cardoso , elaborado em 1980, aquando da primeira ampliação da pista para 1600 metros de comprimento.

Voo Turkish Airlines 981

Voo Turkish Airlines 981 era uma linha aérea da empresa turca Turkish Airlines que ligava o Aeroporto Internacional Atatürk, na Turquia ao Aeroporto de Londres-Heathrow, na Inglaterra. Durante um voo ocorrido no dia 3 de Março de 1974, um McDonnell Douglas DC-10, prefixo TC-JAV, que realizava essa rota cairia numa floresta nos arredores de Paris, matando todos os seus 334 passageiros e 11 tripulantes.1

Aeronave[editar | editar código-fonte]

A Turkish Airlines iria adquirir três aeronaves DC-10, sendo as primeiras entregues em 1972 e a terceira em meados de 1973. Após o acidente com o TC-JAV, a empresa turca operaria os seus DC-10 restantes até o final dos anos 1980.2 O McDonnell Douglas DC-10 acidentado foi construído em 1972, tendo recebido o número de construção 46704. Após realizar seu primeiro voo em 27 de fevereiro de 1972, seria entregue a empresa turca Turkish Airlines, onde seria registrado TC-JAV. A aeronave seria batizada com o nome deAnkara, em homenagem a capital do país. Até o momento do acidente, a aeronave TC-JAV tinha voado 2952 horas.3

Acidente[editar | editar código-fonte]

Após decolar de Istambul, na manhã de 3 de março de 1974, o McDonnell Douglas DC-10 prefixo TC-JAVAnkara iniciava o voo 981 com destino a Londres e escala em Paris. A aeronave transportava apenas 167 passageiros (dos 345 disponíveis) e 11 tripulantes. A escala em Paris seria cumprida com o pouso realizado as 10h02 min 4 no Aeroporto de Paris-Orly. Após ser reabastecido, o Ankara decolaria com trinta minutos de atraso, motivado por uma greve de tripulantes da British European Airways. Por conta da greve, centenas de passageiros (em sua maioria britânicos) ficariam presos em Paris. Sabendo desse problema, funcionários dos guichês da Turkish Airlines conseguiram embarcar 216 passageiros da BEA no voo 981 que se destinava a Londres, enquanto que outras companhias fariam o mesmo com boa parte dos demais passageiros atingidos pela greve.5
Ankara decolaria, lotado, por volta das 11h30 min4 . Após efetuar as correções habitais que o colocaria no rumo 345, o Ankara subiria até 6 mil pés e se despediria da torre de Orly, iniciando contato com o Centro de monitoramento da área Noroeste de Paris que o autorizaria a subir para o nível de cruzeiro de 23 mil pés.5 Durante a realização desse procedimento de subida ocorreu uma súbita descompressão e às 11h40 min4 , a tripluação do Ankara tenta lançar um pedido de emergência. No entanto, o Centro de monitoramento ouve apenas poucas palavras ditas em turco acompanhadas de um ruído alto e desconhecido juntamente com os sons característicos dos alarmes de despressurização da aeronave. Cerca de 30 segundos depois, a transmissão doAnkara seria encerrada subitamente e nas telas dos radares, o voo 981 deixaria sua rota, mergulhando em direção ao solo, apesar dos esforços da tripulação para evitar o desastre. Por volta das 11h42 min4 , o McDonnell Douglas DC-10 TC-JAV Ankara caia com grande violência sobre a floresta de Ermenonville,localizada a 37 quilômetros ao noroeste de Paris, causando a morte instantânea de todos os seus 345 ocupantes.
Os primeiros socorristas da Gendarmaria Nacional chegariam ao local cerca de 1 horas depois da queda da aeronave e encontrariam apenas destroços e fragmentos de corpos humanos.5
Entre os passageiros mortos estariam John Cooper corredor britânico, medalha de prata nos 400 m com barreiras e no Revezamento 4x400 mdos jogos olímpicos de Tóquio.6

Voo Cruzeiro do Sul 109

voo Cruzeiro do Sul 109 foi um voo feito por um Sud Aviation Caravelle SE 210 da Cruzeiro do Sul que ia de Belém a São Luís, onde se acidentou no dia 1º de junho de 1973.
O Caravelle decolou do Aeroporto Val de Cans, em Belém, às 6h30 e cerca de 40 minutos depois, quando se preparava para o pouso, o comandante Alexandre de Casrilevitz informou que executaria pouso por instrumentos, mesmo com ótimas condições climáticas, vento de superfície calmo e ótima visibilidade. Na fase final, a 150 pés de altitude e já com o trem de pouso baixado, o avião subitamente inclinou-se e, após perder sustentação, caiu e explodiu próximo à cabeceira 06 da então única pista de pouso do Aeroporto de São Luís.2 Todas as 27 pessoas a bordo do avião (sendo 16 passageiros e 7 tripulantes) morreram.

Acidente do Cessna Citation 560 XLS

Acidente do Cessna Citation 560 XLS+ ocorreu no dia 13 de agosto de 2014, quando uma aeronaveCessna, modelo Citation Excel caiu em Santos, litoral de São Paulo. Estavam a bordo sete pessoas, incluindoEduardo Campos, candidato à presidência da República na eleição presidencial brasileira de 2014, marcada para 5 de outubro, menos de dois meses depois. Campos era também o líder nacional do PSB e havia sido governador de Pernambuco por duas vezes.
Além do presidenciável, estavam na aeronave mais quatro passageiros e dois tripulantes. Todos morreram no acidente.2 Estava previsto que a ex-senadora e candidata a vice de Campos Marina Silva, embarcasse também no voo, porém desistiu no dia anterior.3
O acidente teve grande repercussão, não só pela gravidade, mas também por mudar o destino das eleições brasileiras em 2014 e o futuro da política no país.4

Circunstâncias[editar | editar código-fonte]

A aeronave decolou às 9 horas da manhã do Aeroporto Santos Dumont no Rio de Janeiro com destino à Base Aérea de Santos, no litoral paulista.5
Havia muita névoa úmida e a visibilidade adiante era de 3 mil metros, no limite para aquele tipo de avião. As nuvens estavam muito baixas, a cerca de quase 300 metros do solo, quase o mínimo estipulado na carta. O vento era de cauda, 12 km/h. Ou seja, na mesma direção do pouso, o que dificulta frear o avião durante o pouso, especialmente numa pista molhada, como era o caso.6

Aeronave[editar | editar código-fonte]

O Cessna Citation 560 XLS+ é um jato executivo com capacidade para apenas nove passageiros e dois tripulantes. Este foi o primeiro acidente com vítimas fatais desde que o modelo entrou em serviço em 1996. O avião envolvido no acidente tinha nº de série 560-6066 e prefixo PR-AFA.7
A aeronave havia sido fabricada em 2010, sua Inspeção Anual de Manutenção havia sido feita em fevereiro de 2014 e seu Certificado de Aeronavegabilidade estava válido.1 No dia 16 de junho de 2014, apresentou uma pane no sistema elétrico de ignição, o que impediu a decolagem.6
Investigações posteriores ao acidente levantaram uma suspeita de venda fraudulenta do avião pelo grupo AF Andrade, que estava em recuperação judicial, e que não poderia vendê-lo sem autorização. A venda teria sido feita a um empresário pernambucano, intermediada por um amigo e ex-sócio de Campos. Advogados das empresas envolvidas negaram as acusações de fraude. Até a data do acidente, a aeronave ainda não havia sido registrada no nome do novo dono.8

Investigações[editar | editar código-fonte]

Faltando pouco tempo para concluir o trajeto e no horário previsto, quando ia efetuar o pouso, o piloto arremeteu. Atribui-se isso à falta de visibilidade da pista, devido ao mau tempo.6
Os investigadores acreditam que, após arremeter, o piloto buscou fazer uma volta enquanto esperava melhorar o tempo para então tentar um novo pouso. Nesse momento se deparou com o problema que causou a queda, então buscando fazer um pouso de emergência numa área isolada, no caso, em um quintal próximo a uma piscina. Uma testemunha que mora perto do local do acidente diz ter visto uma "bola de fogo caindo do céu".9 Um ajudante de armador que estava trabalhando no topo de uma obra que fica a 250 metros do local onde o avião caiu viu quando o avião passou perto dessa região: “Foi passando, inclinado, pegando fogo na asa e passou por detrás do prédio bege, a meia altura, e caiu inclinado”.10
caixa preta do avião foi encontrada no mesmo dia do acidente e logo encaminhada para o Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo, um dos departamentos do CENIPA, com sede em Brasília.11 Porém, os técnicos do laboratório concluíram que as duas horas de áudio do gravador de voz, capacidade máxima de gravação do equipamento, não eram do voo acidentado. Não ficou claro aos investigadores as razões pelas quais a gravação era de outro momento.12 O funcionamento de tal item é obrigatório e sempre deve ser verificado pelo comandante1 , porém, essa regra não vale para voos não remunerados.13 Nesse modelo de Cessna, as caixas pretas gravam apenas a voz, e não os todos os dados de voo.14
No dia 20 de agosto foi divulgado um vídeo em que pode se ver a aeronave caindo em direção ao solo, intrigando os investigadores e apontando a uma possível falha humana.15

domingo, 28 de setembro de 2014

Malaysia


voo Malaysia Airlines 17 (MH17/MAS17) foi a identificação de uma rota aérea de passageiros regular e internacional entreAmsterdam e Kuala Lumpur, operada pela companhia aérea Malaysia Airlines. Em 17 de julho de 2014, um Boeing 777-200ER que realizava esta rota, caiu perto de Grabove, no oblast de Donetsk, no leste da Ucrânia, a 40 km da fronteira com a Rússia, transportando 283 passageiros e 15 tripulantes de vários países.2 Foi o segundo incidente da companhia aérea em menos de cinco meses, após o desaparecimento do voo MH370 no início de março de 2014.
Às 15h30 UTC a Malaysia Airlines informou que tinha perdido o contato com o voo. Relatos iniciais do governo ucraniano informaram que a aeronave foi abatida a uma altitude de 10 000 m (32 800 ft) por um míssil terra-ar disparado utilizando o sistema de mísseis Buk.
As duas partes envolvidas na rebelião no leste da Ucrânia a princípio negaram responsabilidade pelo incidente, acusando-se mutuamente. Segundo o serviço de inteligência dos EUA, provavelmente os separatistas pró Russia derrubaram o avião; por outro lado, dirigentes russos disseram que as acusações norte-americanas eram precipitadas 3 4 5 e acusaram a Ucrânia pela tragédia.6 7
Este é o maior incidente da Malaysia Airlines, com 283 passageiros e 15 tripulantes vitimados, superando o voo 370, que resultou na morte de 227 passageiros, e que não foi encontrado.8 9

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Voo Transbrasil 801


Voo Transbrasil 801 era um voo de carga operado pela Transbrasil e que cobria a rota São Paulo - Manaus.
No dia 21 de março de 1989 caiu sobre uma região populosa da cidade de Guarulhos, no estado de São Paulo, e ocasionou a morte dos três tripulantes da aeronave e mais 22 pessoas em terra, além de ter ferido mais de cem pessoas. O avião caiu nas proximidades do Aeroporto Internacional Governador Franco Montoro, a pouco menos de três mil metros da cabeceira da pista, numa região de terrenos ocupados por favelas, ao lado da Avenida Otávio Braga de Mesquita.
A aeronave, um Boeing 707 de prefixo PT-TCS, era a mesma que tinha sido utilizada nas filmagens do filmeAeroporto, de 1970, adquirida pela Transbrasil para transporte de carga.
A queda do avião ocorreu às 11h54 da manhã, no horário de Brasília. Segundo apuração da época, os últimos trinta minutos registrados pela caixa-preta da aeronave apresentam muito ruído, atribuindo-se a causa do acidente a falha humana — a tripulação teria cometido um erro de cálculo e aberto o speedbrake. Segundo consta, a pista de pouso do aeroporto seria fechada ao meio-dia para manutenção e, com isso, a tripulação procurou acelerar os procedimentos para conseguir pousar antes do fechamento.
Com isso, a aeronave foi perdendo altitude e sustentação e acabou por colidir com casas e um prédio baixo nas imediações da Avenida Otávio Braga de Mesquita, arrastando-se na área de um terreno ocupado por favelas do Jardim Ipanema, Vila Barros.
No momento da queda, a aeronave contava com aproximadamente quinze mil litros de combustível e incendiou-se imediatamente. Estava carregada com 26 toneladas de equipamentos eletrônicos provenientes da Zona Franca de Manaus, que ficaram totalmente destruídos.
Considera-se este o primeiro acidente de grandes proporções desde a inauguração do Aeroporto Internacional Governador Franco Montoro, em 20 de janeiro de 1985.